9 de fevereiro de 2010

Dilma é nacionalista


A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, usou tom nacionalista para falar da "nossa cana-de-açúcar", o “nosso etanol” e a “nossa Petrobras", em discurso nesta terça-feira na inauguração da primeira turbina movida a etanol em uma usina térmica no mundo, instalada em Juiz de Fora, em unidade administrada pela Petrobrás.

Dilma tratou de ressaltar as vantagens ambientais brasileiras frente a outras nações, que possuem na matriz energética um menor porcentual de fontes renováveis do que o Brasil. "Muitos já gastaram todas as suas reservas. É o caso de alguns países da Europa que chegaram a explorar até 90% de seu potencial, ou mesmo de outros que utilizam carvão e óleo combustível porque não têm alternativas. Nós aqui somos abençoados", disse.

Após discorrer sobre toda a programação feita nesta terça-feira em Minas Gerais junto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma dedicou a maior parte do seu discurso para tratar da importância do desenvolvimento da tecnologia do etanol para buscar mercado lá fora e para "cuidar do meio ambiente".

"Vocês leem todos os dias nos jornais sobre os esforços que o mundo tem que fazer para que não haja um ‘esquentamento’ de mais de dois graus nos próximos anos. E o Brasil assumiu o compromisso de desenvolver projetos como este, utilizando gás e o etanol, o nosso etanol renovável, produzido ao longo de décadas de esforços dos brasileiros", disse

Dilma ressaltou que esta usina pode ser considerada um marco para a criação de um novo mercado para a "nossa cana-de-açúcar". "São produzidos hoje 27 bilhões de litros de etanol, e exportamos só 4,5 bilhões. Com este projeto agora vamos aumentar as riquezas dos país. Vamos exportar também a vantagem de sermos os primeiros nesta caminhada rumo à utilização de maior volume de fontes renováveis. Aqui em Juiz de Fora estamos dando um exemplo para o mundo", disse

A ministra também fez questão de ressaltar a importância da continuidade do atual governo e seus projetos. "Nosso País, o Brasil, Minas e Juiz de Fora podem muito mais. Somos capazes de fazer mais quando temos autoestima e o Brasil hoje é valorizado. O presidente Lula é hoje uma das maiores lideranças mundiais, para não dizer a maior. E vamos fazer mais. Há esta vontade de tornar o Brasil a quinta potência nas próximas décadas, gerando mais e mais emprego", disse.
 

8 de fevereiro de 2010

Não sou sequer pré-candidata diz Dilma


A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse neste domingo que não é sequer pré-candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia é adotada pela petista desde que o partido e Lula a escolheram como o nome do PT para à presidência da República. Em ritmo de campanha, ela participou nesta tarde de um ato político no Encontro Nacional da Juventude do PT, em Brasília.

Em entrevista coletiva antes de discursar para cerca de 600 militantes petistas, Dilma negou que esteja em campanha e pediu para o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, responder o motivo pelo qual ela compareceu ao evento deste domingo.

“É um ato de uma instância que o PT tem, é um ato de interno partido realizado em ambiente interno. Não é nenhum ato de pré-campanha. A ministra veio como filiada do PT, como militante do PT e vai falar como militante aos jovens do nosso partido”, disse Dutra.

PMDB
Perguntada sobre a reeleição do presidente da Câmara, Michel Temer (SP), para a presidência do PMDB, Dilma evitou falar em uma possível dobradinha para a eleição de outubro. Temer é o nome mais cotado dentro da aliança PT-PMDB para ser o candidato a vice na chapa de Dilma.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, no entanto, comemorou a reeleição de Temer e reforçou a possibilidade de parceria do peemedebista com Dilma. “A vitória do presidente Temer reforça a aliança do PMDB com a candidatura da ministra Dilma e também facilita o final do governo.”

Apesar de não falar em campanha, a ministra Dilma não poupou elogios ao PMDB, que, segundo ela, é um partido “absolutamente confiável”. “A gente incentiva todos os integrantes do governo. Não é só o PMDB”, afirmou. “O governo governa não só com um partido, mas com uma aliança partidária”, completou.

Dilma disse ainda sentir orgulho de enxergar que as legendas aliadas “não fingem que não são do governo”, mas fazem questão de mostrar que também governam o Brasil.

7 de fevereiro de 2010

Rss